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Tensão entre China e EUA valoriza soja do Brasil

Mesmo com a colheita praticamente concluída em Mato Grosso e os preços internacionais da soja em queda, o mercado brasileiro vive um momento de valorização surpreendente. Segundo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) — divulgado na segunda-feira (31) —, os prêmios de exportação registraram fortes altas na última semana, impulsionados por uma maior procura do grão nacional, especialmente por parte da China.

Mato Grosso havia colhido 99,92% dos 12,66 milhões de hectares plantados neste safra. (Foto: Edemir Rodrigues)

Na comparação com o mesmo período do ano passado, os prêmios subiram 371,05% no porto de Santos e 306,76% em Paranaguá, atingindo os maiores patamares registrados desde o início de 2024.

Os prêmios de exportação refletem um valor adicional pago ao produtor ou à comercializadora sobre o preço internacional da soja, e variam conforme a procura por embarques nos portos brasileiros. Quando há maior demanda — como neste caso, com a China optando por soja brasileira em vez da norte-americana — os prêmios sobem, tornando o produto nacional mais valorizado.

Segundo o IMEA, essa alta se deve à menor procura por soja dos Estados Unidos, o que abriu espaço para o produto brasileiro ganhar competitividade no mercado global. Como destaca o boletim: “Essa valorização nos prêmios é devido à maior procura por soja nos portos, principalmente pela China, que aumentou os conflitos comerciais com os Estados Unidos, beneficiando o Brasil.”

Colheita quase concluída em MT

Até sexta-feira (28), Mato Grosso havia colhido 99,92% dos 12,66 milhões de hectares plantados na safra 2024/25. O avanço semanal foi de 0,44 ponto percentual, mantendo o estado à frente da média dos últimos cinco anos. Apenas municípios do Vale do Guaporé ainda não finalizaram os trabalhos de campo.

Com a colheita praticamente encerrada, a produção deve atingir 49,62 milhões de toneladas, o que pode representar a maior safra da história do estado, segundo o IMEA.

Exportação ganha força com dólar e prêmios

A paridade de exportação para março/26 fechou a semana em R$ 118,51 por saca, uma alta de 3,21% frente à semana anterior. O avanço do dólar (+0,83%) também ajudou a sustentar os preços, compensando parcialmente a queda nas cotações internacionais.

Apesar do recuo de 4,86% no diferencial de base MT/CME (devido à baixa em Chicago), o cenário geral é positivo para o produtor que mira o mercado externo. Os prêmios elevados e a demanda internacional aquecida, especialmente da China, colocam o Brasil — e Mato Grosso — em posição estratégica na exportação da oleaginosa.

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